sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sábado - 14 de novembro - Cortejo Poético em Campo Limpo!

Texto do panfleto que será distribuído no Cortejo Poético de 14 de Novembro.


1º Cortejo poético revitaliza campo limpo!


PRIMEIRA CAMINHADA PELO DIREITO À CULTURA, AO ESPORTE, À EDUCAÇÃO E À PROFISSIONALIZAÇÃO NA PERIFERIA.

A comunidade está hoje nas ruas para reivindicar a construção de um galpão cultural no terreno baldio.
O terreno público fica na Rua Profª Nina Stocco, ao lado da EMEF Dr. Sócrates e servia apenas para o descarte de entulho e lixo.
A EMEF Dr. Sócrates, a ASSAJO, a Acadêmicos do Campo Limpo e a Brechoteca juntamente com a comunidade se mobilizou, limpou o lugar, revitalizou a viela, plantou mudas de árvores, realizou diversas atividades culturais e de prestação de serviço, provando que o espaço pode sim servir à população.
As crianças e jovens do Jardim Olinda, Catanduva e Bairros Vizinhos precisam de opções reais para saírem das ruas e terem uma educação integral.
O projeto prevê oficinas culturais e esportivas, biblioteca e cursos profissionalizantes de marcenaria, mecânica, culinária, informática etc.
Isso só será possível com a mobilização de todos.

PARTICIPE! SEM LUTA, NÃO HÁ CONQUISTAS!


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Histórico - ocupação social do dia 08 de agosto de 2015 - Imagens.

Terreno limpo, com palco e com estrutura.

Instituto Embeleze e Posto de Saúde realizam ações na ocupação.

Instituto Embeleze corta cabelo de participante.

Voluntários recolhem assinaturas para o Abaixo-Assinado.

A Capoeira faz aquecimento.

Roda de Capoeira - Abadá.

Roda de Capoeira.

Alunos da EMEF Sócrates recolhem assinaturas.

Muro do terreno grafitado.

A Brechoteca realiza oficina com as crianças.

Jovens participam da grafitagem em muro.

A Viela é revitalizada.

Artista Carolzinha faz seu Grafitti.

Dizeres em muro.

Grafitti realizado em muro do terreno.

Apresentação da Acadêmicos de Campo Limpo encerra ocupação simbólica.

Público presente assiste bateria da Acadêmicos de Campo Limpo.
Apresentação de dança de jovens da região.
Distribuição gratuita de livros.
O músico e percussionista Diego Zulupa se apresentou no terreno.

Apresentação de música durante o evento.



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cortejo Poético dia 14 de Novembro - 15 horas em frente à EMEF Sócrates Brasileiro.



1º Cortejo poético

revitaliza campo limpo!

PRIMEIRA CAMINHADA PELO DIREITO À CULTURA, AO ESPORTE, À EDUCAÇÃO E À PROFISSIONALIZAÇÃO NA PERIFERIA.

A periferia sairá às ruas para reivindicar o seu direito de ocupar socialmente uma área há anos abandonada pelo poder público local.
O terreno público fica na Rua Profª Nina Stocco, ao lado da EMEF Sócrates e servia apenas para o descarte de entulho e lixo.
A comunidade se mobilizou, limpou o lugar, revitalizou a viela, plantou mudas de árvores, realizou diversas atividades culturais e de prestação de serviço, provando que o espaço pode sim servir à comunidade.
As crianças e jovens do Jardim Olinda, Catanduva e Adjacências precisam de opções reais para saírem das ruas e terem uma educação integral, com mais cultura, esporte educação e profissionalização. 

Organização da Brechoteca, da ASSAJO, Sarau do Binho, Abadá Capoeira, Acadêmicos de Campo Limpo e EMEF Sócrates Brasileiro.

Concentração às 15h30, na EMEF Sócrates Brasileiro.



Trajeto do Cortejo Poético - dia 14.11



Cortejo Poético no dia 14 de novembro.

Seguimos na luta pela revitalização do terreno baldio ao lado da EMEF Sócrates Brasileiro.

 

Dia 14 de novembro é dia de muita mobilização, luta e poesia. Cortejo Poético nas ruas do Campo Limpo para reivindicar a construção de um espaço cultural no Jd. Catanduva.

 

Vamos todos reivindicar! Dia 14 de novembro às 15 horas. Concentração em frente à EMEF  Sócrates Brasileiro.


Cartaz do Cortejo Poético, dia 14.11, às 15H. Arte de Rodrigo Andrade.

domingo, 18 de outubro de 2015

Abaixo-assinado

     O texto para o abaixo-assinado elaborado para reivindicar a utilização social do terreno ocioso na Rua Profa. Nina Stocco.


Ao Excelentíssimo Senhor Prefeito
Sr. Fernando Haddad
Município de São Paulo.

Os cidadãos brasileiros abaixo-assinados, residentes no Jd. Catanduva, Jd. Olinda e adjacências na região de Campo Limpo no município de São Paulo, solicitam que Vossa Excelência disponibilize terreno ocioso da Prefeitura localizado na rua Profa. Nina Stocco, s/ n. (Setor 169, Quadra 109), no Jd. Catanduva, adjacente à EMEF Dr. Sócrates Brasileiro, para que seja construído um centro cultural, esportivo e profissionalizante no intuito de possibilitar novas perspectivas para a inserção social principalmente dos mais jovens contribuindo, assim, para o fim da exclusão social e da violência a que este público é submetido na região de Campo Limpo. A comunidade do Jd. Catanduva, do Jd. Olinda e adjacências reivindica a ocupação social e coletiva do terreno acima citado para que sejam oferecidas opções de cursos de profissionalização, lazer, esporte e cultura à juventude destes bairros que estão localizados em uma das regiões mais violentas da cidade e apresentam grande déficit de opções de lazer e cultura para a população mais jovem. Lutamos para que o esquecimento da periferia e a indiferença historicamente construída contra este território e a população que nele vive, luta e sonha sejam definitivamente superados.

Na forte convicção de sermos atendidos neste pleito, encaminhamos este documento.

Literatura - crônica.

Crônica _08


            Uma criança de dois anos, com fralda e calcinha amarela, agarra o pincel e caminha com a firmeza torta de suas curtas pernas. Cambaleia em direção ao muro. A tinta do pincel respinga no chão, o pincel acaricia o muro, a tinta amarela preenche os poros cimentados da parede e a criança gargalha.
            A gargalhada sobe gostosa em direção ao teto azul de um sábado de Sol. O astro-Rei é inclemente, escorraça o inverno, racha o asfalto, cultiva água na epiderme humana e ilumina o chão de terra, as crianças e os adultos que ocupam o terreno vazio, baldio e estéril que até pouco tempo existia.
            A zona é sul. O bairro Jardim Olinda. O povo é forte e a luta é todo dia. Santo ou não. As armas na reconquista do território são velhas conhecidas, a resistência, o verso e a canção, tudo temperado com loucura, a gosto. Com muito gosto.
Loucura do moleque que diz não, da dona de casa que cobra e reivindica, do poeta da rua que escolhe o verso da rua, do povo que se organiza, do coletivo que nasce fertilizado no estrume do individualismo, da menina que insulta o macho e sua porra de machismo, loucura do professor que incentiva o pensamento, do jovem que afirma ser indígena, da poesia de Brecht e dos punhos cerrados de quem faz questão de dizer, ou melhor, gritar tudo o que pensa.
É oito de agosto. Mês dos loucos.
Aquele terreno vazio, baldio e estéril, que até pouco tempo existia, desaparece. A insanidade poética, o chute da capoeira, a inconcebível leveza da dança, a rebeldia do verso, o sangue, os ossos, o suor, os pés que batem a terra, o sorriso, a pipa da criança, a criança e as pessoas ocupam o terreno, lhe tomam o sossego, expulsam o vazio e fertilizam sua sina.
Durante o dia algumas fotografias em cores vivas fixam-se no bairro.
A música corre o dia todo. Alcança a todos. Ultrapassa coisas e barreiras. Sugere o ritmo e o pensamento.
Um grande muro é afogado em tinta. Desenhos e frases. Retas, círculos e rostos. O spray desce, sobe e assopra. O pincel, este beija carinhosamente o muro, repetidas vezes, calorosamente. Faz o cimento gozado em cores. Figuras, letras e manifestos são criados, co-criados e recriados. Pronto. A Galeria Urbana a Céu Aberto do Jardim Olinda acaba de ser inaugurada.
Os jovens correm. Conversam entre si e com os outros. Explicam, debatem e são explicados. Recolhem assinaturas no abaixo-assinado e sorrisos nas almas. Entram no terreno e saem. Não pedem, não param ou são barrados. O território é deles, melhor, está dentro deles.
A mulher de saia colorida pega, ergue e derruba a enxada. Abre um buraco no chão. Ergue e derruba. Abre buraco maior no chão. Ergue de novo e derruba de novo. O buraco cresce. A mulher de saia colorida cansa, mas não descansa. O buraco nasce e recebe água e raiz. A terra envolve a planta e a mulher de saia colorida caminha com cinco passos, ergue e derruba a enxada. Abre novo buraco no chão. Outro buraco e nova planta. O homem do outro lado da rua ri. A mulher de saia colorida arrasta a enxada e atravessa a rua. Conversa com o homem. Cria um manifesto poético anti-machismo. O homem ri, esconde sua fraqueza, e ri parado do outro lado da rua. A mulher caminha, cruza a rua, ergue e derruba a enxada. Sorri. Novo buraco e outra planta. O verde combate o cinza.
No terreno desassossegado o sarau tem início. A palavra escorre do poeta e cai no chão. O chão encharca-se: palavra-momento, palavra-lugar, palavra-pessoa, palavra-verdade, palavra-mentira, palavra-delírio, palavra - devir...  Cada pessoa cata sua palavra, uma, duas ou cem. Cada pessoa troca, liberta ou guarda sua palavra. Pessoa se torna palavra. Palavra se torna pessoa. O poeta percebe, chora e sorri, continua verso novo e escorre, junto com a palavra.
Fotos registradas pelos olhos. Sentidas pelo tato, cheiradas, degustadas. Fotografias escutadas...
A verdade encanta.

O terreno é público e o território do povo...

Histórico - a ocupação social de 08 de agosto de 2015.

     No dia 08 de agosto de 2015 a primeira ação de reivindicação da comunidade foi realizada. Uma ocupação social e cultural do terreno ocioso.
     Com uma programação variada o povo ocupou o terreno durante todo o sábado em uma ação reivindicatória e de luta pela apropriação do bairro e da cidade.


10h00 - Feira de artesanato (ASSAJO); 
            - Corte de cabelo e manicure (Embeleze);
            - Tranças africanas (ASSAJO);
            - Orientações de saúde: Riscos cardiovasculares, qualidade de vida e prevenção (UBS);
            - Grafitagem do muro externo;
            - Panfletagem e coleta de assinaturas para o abaixo-assinado;
            - Campanha de incentivo à leitura com a doação de livros;
            - Cadastro para a Educação de Jovens e Adultos.

Atividades:

11h00 - Abertura do evento com a Capoeira Abadá (Mestre Marcelo);

11h30 - Ato público em defesa da Ocupação social do terreno com o Projeto Toque de Ouro do Futuro;

12h30 - Almoço

13h00 - Brechoteca: Oficinas de brincadeiras;

14h30 - Ballet (ASSAJO);

15h00 - Sarau do Binho e convidados: Gaspar, Diego Zulupa e a Banda de Rock;

15h40 - Escola de Samba Acadêmicos de Campo Limpo;

16h00 - Encerramento.

Cartaz de divulgação da ocupação social e cultural do dia 08.08. Arte de Rodrigo Andrade.

 

Terreno Público Território do Povo

       Este é um espaço de luta, de disputa pelo território na cidade de São Paulo.
     Luta de vários coletivos da Zona Sul de São Paulo, da periferia, do Campo Limpo pelo espaço público, pelo território que pertence ao povo.
     A Brechoteca, a EMEF Sócrates Brasileiro, a ASSAJO, a Acadêmicos de Campo Limpo, o Sarau do Binho, a Capoeira Abadá e a comunidade do Jd. Olinda e do do Jd. Catanduva se uniram para lutar pela revitalização de um terreno baldio na Rua Profa. Nina Stocco, s/n.
      O terreno público fica ao lado da EMEF Sócrates e servia apenas para o descarte de entulho e lixo.
     A comunidade se mobilizou, limpou o lugar, revitalizou a viela, plantou mudas de árvores, realizou diversas atividades culturais e de prestação de serviço, provando que o espaço pode sim servir à comunidade.
     As crianças e jovens do Jardim Olinda, Catanduva e Adjacências precisam de opções reais para saírem das ruas e terem uma educação integral, com mais cultura, esporte educação e profissionalização. 

Terreno baldio na Rua Profa. Nina Stocco depois de limpo.

  A luta da comunidade e dos coletivos é para que o terreno ocioso seja disponibilizado para que seja construído um centro cultural, esportivo e profissionalizante no intuito de possibilitar novas perspectivas para a inserção social principalmente dos mais jovens.

     Terreno público território do povo.